MINDFULNESS

PERGUNTAS FREQUENTES

Existem essencialmente duas formas de meditação: insight e concentração. A meditação mindful é considerada meditação de insight uma vez que traz atenção completa ao corpo e mente no momento presente sem tentar alterar ou manipular a experiência. O que quer que esteja a ocorrer no corpo (vistas, sons, cheiros, sabores, sensações) ou mente, a tarefa é simplesmente observar a sua natureza que sempre muda. Com a prática de mindfulness você começa a descobrir as causas do seu próprio sofrimento e encontrar um caminho para uma maior liberdade.

Na meditação de concentração, por outro lado, o foco é em conceitos, imagética ou num mantra. Uma sensação de tranquilidade é um dos benefícios da mente em tornar-se profundamente absorvida com o objecto de meditação de uma forma que só tem uma direcção. A diferença que distingue é que com a meditação de concentração, você torna-se um(a) com o objecto do foco, levando a grande absorção meditativa, enquanto que com a meditação de insight você começa a ver a natureza sempre alternante do seu corpo e mente e das dificuldades que são geradas através das auto-definições e crenças limitadoras, aversivas de quem pensa que é. Estes insights aprofundam a sua compreensão do que é que contribui para o seu stresse e sofrimento e levam a um maior equilíbrio e paz.

Em muitas imagens de pessoas a meditar , elas estão sentadas em posturas intimidantes com os seus olhos fechados, o que pode fazer com que a prática pareça inacessível ou estranha para os iniciantes. É importante dizer desde já que não há necessidade de assumir posições não habituais ou específicas quando medita. A única instrução é assumir uma posição onde possa permanecer alerta, antento(a) e confortável. Também é útil que tenha a sua coluna direita, ainda assim não demasiado rígida ou relaxada. Praticar mindfulness não está relacionado com atingir uma certa postura ou mesmo um certo estado mental; está relacionado com “acordar” ao momento, seja qual for a posição em que esteja – física e mentalmente.

Enquanto que a meditação pode certamente trazer sentimentos de relaxamento, também poderá não trazer. A sua intenção é o que faz a diferença. Quando quer relaxar, pode fazer uma série de actividades, desde ver TV, ler um livro, tomar um banho de imersão, fazer exercícios respiratórios..a lista continua..

Na meditação mindfulness, a intenção é simplesmente colocar atenção não julgativa em qualquer objecto que tenha escolhido em que queira dar essa atenção. Por isso, se está a praticar mindfulness enquanto come qualquer coisa por exemplo, está a direccionar a sua atenção a todos os seus sentidos, não pelo propósito do relaxamento mas pelo propósito de verdadeira e profundamente experienciar o momento presente. Praticar meditção pelo propósito do relaxamento pode na realidade ser uma armadilha; se você meditar e não se sentir relaxado, a sua mente poderá começar a acelerar com pensamentos acerca do porquê é que não está a funcionar o relaxamento. Isto poderia levar a sentimentos de frustração, ansiedade, e desânimo, os quais podem enviá-lo(a) numa espiral em direcção a tornar-se ansioso(a) ou deprimido(a).

Muitas pessoas têm este problema. É importante perceber que fazer tempo para practicar mindfulness é bom para si mesmo(a). Ningém mais poderá fazê-lo por si. Num tom mais práctico, tal como marca reuniões ou compromissos com outras pessoas no seu calendário também poderá marcar uma data consigo mesmo(a) para practicar meditação, mesmo que seja apenas por 5 minutos. Talvez seja bom marcar perto de algo que já faça numa base diária. Se tiver um calendário electrónico, poderá usar um alerta tipo “pop-up” para lhe relembrar a practicar.

Primeiro que tudo, não tem de aceitá-las. A aceitação implica estar okay ou em paz. Talvez possa começar por reconhecer os sentimentos que está diretamente a experienciar. A mindfulness encoraja-o(a) a reconhecer as suas emoções em vez de tentar aceitá-las, não obstante de quais elas forem, sem qualquer censura. Comece por observar que a mesma resistência à dor emocional geralmente causa mais dor, e que aprender a “ir com ela” em vez de batalhar contra ela causa a relação com a dor a mudar e geralmente a diminuir. A noção de “ir com a dor” significa que você reconhece o que quer que seja sentido dentro da mente e do corpo. É o acto de apenas deixar as ondas de sensações e emoções irem onde quer que elas precisem de ir e deixá-las estar.

É importante saber que as sensações neutras podem fazer parte da meditação do corpo. Os seres humanos sentem geralmente três tipos de sensações: agradáveis, desagradáveis e neutras. Se você está a experienciar uma sensação neutra, simplesmente torne-se mindful de que é neutra. À medida que aprofunda a sua prática da meditação do corpo, pode começar a ficar consciente de mais e mais sentimentos subtis. É como quando vai ao oceano e inicialmente apenas ouve o som alto das ondas a bater; passado algum tempo pode distinguir sons mais subtis e pequenos que caracterizam o batimento das ondas no geral. E assim é com a meditação do corpo. À medida que aprofunda a sua prática, irá começar a sentir mais e mais sensações.

A mindfulness ensina que os pensamentos e as emoções são transitórios. Tal como as sensações físicas estão constantemente a mudar, a mente também está num estado de fluxo. Comece a observar as sensações físicas que mudam dos sons, sabores, cheiros, e toque e venha a vê-las como ondas – formações que vêm até à existência, que aumentam e que depois acabam por receder, diminuir ou mesmo ir embora. O mesmo é verdade acerca dos pensamentos e das emoções. Muitas pessoas que practicam mindfulness consideram a mente a ser um orgão sensorial. Tal como o nariz cheira, a língua prova, o corpo sente, os ouvidos ouvem e os olhos vêm, a mente pensa. Isto é apenas aquilo que ela faz. Á medida que começa a sentir e reconhecer a natureza impermanente de todas as coisas, irá começar a ver que cada momento genuinamente oferece a oportunidade para um novo resultado ou um novo começo. Isto é uma posição de uma liberdade imensa, e talvez um dos grandes benefícios da meditação: a de que nos tornamos menos “reféns” da mente. Se você continua a lutar com apêgo ou aversão a certos pensamentos ou a levá-los demasiado a sério, sente-se ou deite-se fora de casa e observe as nuvens a passar. Imagine-se a si mesmo(a) como o céu e os pensamentos como as nuvens, e saiba que os pensamentos vêm e vão, tal como as nuvens.

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